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| muita areia implicou desmontar muitas vezes e andar a pé |
Hoje repetimos a volta clássica do javali, desta vez sem javali (choco e carne de vaca) e com menos participantes, uns porque sim e outros porque não... fomos cinco a fazer esta volta.
Eu, o Gilson, Manuel, Avelino e o António que se estreou nestas andanças com o bttteamsobe, mas que é um veterano destas coisas e recentemente foi a pedalar até ao Vaticano...
Aqui está o link da volta do ano passado...
http://bttteamsobe.blogspot.pt/2014/11/solta-o-javali-setubal-monte-novo-de.html
A saída de Setúbal foi pelas 8:30 no McDonalds do costume com um ligeiro atraso, apanhar o Avelino e mais outro atraso, quando chegamos às Pontes onde o António nos aguardava já ele estava a pensar se não tínhamos desistido...
Neste percurso normalmente apanhamos a linha férrea na Herdade do Zambujal e atravessamos o rio Sado a jusante de Alcácer do Sal por esta ponte do comboio...
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| atravessamos o rio Sado na ponte ferroviária |
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| Parece uma ciclovia ...mas cuidado com os ferros |
Este percurso permite vislumbrar o estuário de um ponto de vista privilegiado com os campos de arroz com o seu verde característico
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| o verde dos arrozais são característicos desta volta |
nesta altura do ano e com todos os tipos de fauna, desde cegonhas a sairem do ninho,a patos e todos os tipos de aves que nem sabemos identificar.
Ver um avião "agricultor" a passar por baixo desta ponte, foi uma manobra que nem sabia ser possível de fazer...por momentos pensei que fosse bater na ponte
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| a vista de cima do tabuleiro para o lado da Comporta |
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| almoço em Cachopos; Avelino,Gilson, Manuel e António |
O almoço foi na aldeia de Cachopos que é a terra natal do piloto de helicópteros do nosso grupo e após um repasto que estava bem confecionado lá saímos com o objetivo de chegar à Comporta por um percurso diferente do feito no ano anterior, seguindo o canal de rega no meio dos arrozais,
Este percurso é belo mas tem a dificuldade acrescida de apanhar muita areia o que implica que por vezes em vez de pedalar tenhamos de andar...
Em algumas situações foi mais fácil ir pela praia como aqui..
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| a selfie da ordem... |
Nesta altura as cegonhas já deviam estar a sair do ninho...mas alguns ainda têm a família toda...
Aqui em Cachopos existiam as salinas e o cais onde atracavam os galeões do sal que transportavam o sal e traziam as mercadorias e tudo o que era necessário para a cultura do arroz, existia taberna e mercearia que agora estão abandonados...
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| canal de rega que nos acompanhou na maior parte do caminho |
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O canal de rega segue o estuário em toda a sua extensão foi a via privilegiada para fazermos este percurso.. o Manuel estava a ficar para trás e a andar a pé muitas vezes, como está em excelente forma e vem quase sempre à frente, estranhei, mas pensei que, como diz muitas vezes era uma questão de técnica(que diz que tem pouca).


Na paragem para mudar a agua às azeitonas e o Avelino mandar um fax perguntei ao Manuel se estava bem...e respondeu que estava, mas que andar na areia ao lado da agua o deixava nervoso, pois ao mais pequeno descuido podia morrer...e nem pedia ajuda...
Quando me caiu a ficha é que percebi que o facto de ser laringectomizado ainda acrescenta mais essa dificuldade e passei a andar atrás para precaver qualquer problema.
Grande Manuel, a mostrar a sua fibra, e a causar a minha admiração...é um privilegio poder partilhar este desporto com amigos que fazem das dificuldades a sua força.
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| estuário antes da Carrasqueira |
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| antiga salina abandonada |
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| foto do grupo nas salinas de Cachopos... |
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| a vista dominante na ida, que é feita desde a herdade do zambujal ao lado da linha do comboio |
No regresso ainda paramos para reabastecer e apanhamos o ferry ás 18:30 depois de um dia bem passado a pedalar na natureza ao longo de um dos estuários mais bonitos e ainda selvagem que Portugal tem....a vontade é voltar a repetir e ir "inventado" caminhos que nos trazem sempre agradaveis surpresas...