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quarta-feira, 6 de maio de 2015

GTbicycles@Lousã






o lanche com um apetitoso pão com chouriço









O 2º Encontro GTBicycles club realizou-se este ano na Lousã, e foi novamente uma iniciativa que proporcionou bons momentos de BTT com muito convívio,  e também  uma chanfana gastronómica.
O Joel Silva, foi o membro do GTbicycles que nos recebeu está de parabéns pois conseguiu que um evento  destes, e apesar do São Pedro não ter ajudado, fosse um sucesso, isto  apesar da diversidade de bikes de diferentes tipos, sendo a única coisa em comum a marca das asas....a GT. É sempre interessante ver uma zaskar a fazer uma pista de downhill...  :-) e uma sanction a subir um estradão...

Alem do passeio de btt, houve o almoço de chanfana e também caminhada para os acompanhantes.
 Para mim e como tive oportunidade de levar a família e de ficar até domingo foi ainda melhor, eu diria um fim de semana em grande. Muito convívio, muito BTT, e uma natureza deslumbrante nesta altura do ano. No primeiro dia e como programado lá fomos arrumar as bikes na ramona que nos levou até ao ponto mais alto, chamado de Trevim a 1200mts, de realçar que o condutor era completamente alucinado e surdo... o Tiago(cara pálida) bem dizia... vai devagar...vai devagar caralh... senão vomito. Não servia de nada, dizia que se abrandasse perdia o balanço e depois não subia :-) ....acho que escolhi bem, vir sentado dentro da ramona, quem ia na caixa de carga saltava que nem um louco e começavam a perder a cor e a ficar com aquele ar de quem vai chamar o gregório.


Chegados ao cimo alguns perceberam que a jersey da GT é muito gira mas que contra o frio e o nevoeiro, faz mesmo falta é qualquer coisa para por por cima do pelo. Para nos esquecermos do frio nada melhor do que uma descida de calhau escorregadio que é para o pessoal acordar... Um single, e outro e outro, um percurso bem desenhado entre pinheiros  por  trilhos esplendorosos...





 No meio da natureza e com a serra  envolta em nevoeiro ,  permitiu mesmo assim desfrutar de belas paisagens e de trilhos um bocado agrestes para uma rígida com pouca geometria para descer. A concentração tinha de ser elevada para não deixar a pele agarrada em algum pinheiro que se atravessasse no caminho.


 
 
 
 
 
 
As paisagens das aldeias do xisto são de cortar a respiração, por vezes somos transportados para outros tempos em que o homem e a natureza estavam em harmonia e perfeitamente integradas.
Para sobremesa e a seguir à chanfana o nosso guia o Ismael que apesar de não ter asas na bike voava baixinho, brindou o grupo com um bolo muito original da GT claro...




A bom ritmo lá demos conta da cabra, regada com um branquinho de Murça que o Renato fez questão de partilhar só comigo(também eramos os únicos que ainda estávamos a comer...deitar comer fora é que não) quando acabamos já estava tudo à nossa espera para estragar o bom aspeto do bolo...e estava bom, e se formos a analisar é a segunda vez que como um bolo com asas.... ;-)

A vontade de voltar é muita , e fins de semana assim deviam ser mais frequentes, um abraço a todos os malukos que com boa disposição e vontade de curtir a natureza e o BTT , de GT claro partilharam este dia. As meias GT foram uma boa surpresa da BIKEZONE...enfim venha o próximo...
 

domingo, 12 de abril de 2015

as medidas

o bikefit caseiro....http://btt.do.sapo.pt/ajustar.htm

Trilhos e courelas 2015

Hoje pelo segundo ano consecutivo participamos no Trilhos e Courelas(http://adntrilhos.net/) em Vendas Novas, não sou muito adepto de provas de BTT organizadas em que para participar tem de se pagar, gosto mais de combinar com o pessoal e fazer a volta à nossa maneira e guardar o dinheiro da inscrição que já não é barato para o almoço, ou para pagar uma rodada de "mines" no fim da volta.
 No entanto duas ou três vezes por ano gosto de participar até para perceber se estamos em forma ou nem por isso...
Para esta prova a inscrição era quinze euros mas incluía o jersey de manga curta, que até é porreiro, o saco trazia isto;

se considerarmos que pedem dez euros para a maioria das provas só pelo seguro e abastecimentos, nem achei muito caro. O BTT nesta vertente de provas cronometradas está a ficar um desporto cada vez mais caro e elitista, pois se somarmos à inscrição, o almoço e o transporte  e levarmos a família é fácil gastar mais de cinquenta euros... :-(
Nesta prova estava inscrito eu, o meu irmão e o Carlinhos, que entretanto teve de desistir pois foi operado à vista e tem de estar dez dias de "molho".
Estavam inscritos e pagos 603 bttistas para a prova dos 50km, o que como podem imaginar dá uma quantidade incrivel de pessoal a pedalar em Vendas Novas e arredores era esta a vista à partida;
 O ambiente estava agradável com muita animação e a nível de organização é do melhor que conheço,

Trilhos bem assinalados nas zonas de perigo e nas descidas perigosas, reabastecimento bem marcadas e com escolha variada.

O classico molhar a meia(até ao joelho) para atravessar a ribeira da marateca...este ano com menos agua não necessitou da ajuda dos bombeiros com cordas de segurança como em 2014.

Na prova fomos juntos e com um bom ritmo, condicionados pelo pouco treino e por uma "ranhozite aguda" que não me deixa respirar pelo nariz.
Antes dos 20km e depois de passar uma ribeira olhei para trás e estava sozinho ...esperei e nada, deve ter tralhado pensei e quando já voltava para trás lá aparece o Pedro com a bike pela mão...estou com câimbras está a prender  a perna...bananas e agua disse eu. Uma barrita de banana depois e um minuto de repouso e lá arrancamos novamente sem puxar muito para o resto  decorrer  sem sobressaltos.





Se não fossem as câimbras do meu mano e a classificação seria outra, mas como a medalha é igual para os ultimos 500 , ficamos a meio que é onde está a virtude...
Nos ultimos kilometros deixei o meu mano a cãimbrar sozinho e fiz o final num bom ritmo e acabei por ser o 246º com 2:25 minutos,  com 2:30 e na posição 282 chegou ele...é um duro :-) nunca desiste, Grande Mano :-)

 As classificações (http://apedalar.com/eventos/concluidos_view/622)
Para uns amadores de fim de semana não está mal...deve ser as asas da GT, fazem milagres.

EARN YOUR WINGS

sexta-feira, 10 de abril de 2015

1717 A.D. a 1300 mts

Fui passar a Pascoa ao Norte e levei a bike, deu para fazer uma parte do caminho interior de santiago e tirar umas fotos no caminho.
A altitudes superiores a 1000mts a vista é outra e a vontade de continuar e fazer mais do que uma parte do caminho é muita, acho que é hora de começar a planear a próxima viagem...


As calçadas romanas estão presentes e ajudam a chocalhar o esqueleto, como não levava peso e a Zaskar é leve foi bastante facil ultrapassar os obstáculos.


Aqui existe uma capela chamada de Senhor do Amparo, com a gravação no granito a assinalar 1717 D.C.  mais conhecida por capela das Portas de Montemuro, na freguesia de Alhões
Aqui é onde a o caminho portugues interior de Santiago sai da estrada nacional,este caminho  sai de Viseu e vai até Vila Real e Chaves em Portugal atravessa a fronteira em Vilarelho da Raia e segue direito a Verin e Santiago. Cerca de 400 km que tive oportunidade de fazer em Agosto de 2014 ,  o link: http://bttteamsobe.blogspot.pt/2014/08/caminho-de-santiago-ruta-da-plata.html






Pelo caminho atravessamos o rio Alva? na ponte velha a chegar a Moura Morta.

As aguas são límpidas e a paisagem é deslumbrante com o curso de agua a atravessar um vale de pastagens verdejantes, onde pastavam uns ruminantes de raça caprina e uma mula branca...dá vontade de parar e de entrar em modo zen...


A subida a seguir à ponte é durinha e o piso não ajuda, mas o vale e o rio parecem saídos de um filme da disney...




O caminho aqui está bem assinalado e não é fácil perder o norte...
A capela à chegada a Moura Morta que  tem este nome porque A origem do topónimo de Moura Morta deve-se à seguinte lenda, relatada por um habitante da povoação: “Uma moura dirigiu-se ao povoado, que, na altura, se chamava Mazes, e encontrou uns rapazes que, sentados à sombra, impediam a sua passagem, já que havia luta entre cristãos e não-cristãos, e bateram-lhe. Ela caiu, morta e foi aí que nasceu o nome de Moura Morta”. Moura Morta, na Alta Idade Média, estava incluído no termo de Moção. Aquando da extinção do concelho de Moção, em 1834, Moura Morta integrou-se no concelho de Castro Daire.
No regresso ainda deu para tirar uma foto à burra ao lado da capela, com a bela vista do Vale do Bestança e da aldeia de Alhões ao fundo. Um sitio maravilhoso que é ainda pouco conhecido.